BRASILEIROS NO EXTERIOR

História do vinho ( Era uma vez o vinho…)

Posted on: setembro 4, 2007

A história do vinho
O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu inclusive antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação.

Generalidades
O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo (“E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.” Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Já os gregos consideraram a bebida uma dádiva dos deuses. Hititas, babilônicas, sumérias, as histórias foram adaptadas de acordo com a tradição e crença do povo sob perspectiva.

Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu inclusive antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários.
A história do vinho tem grande importância histórica e religiosa, pelo seu “aparecimento” em tempos remotos. Além de vir evoluindo, desde então, junto com a humanidade, trazendo em sua essência, desde os segredos dos antigos processos de fabricação até seus empregos na culinária mundial.

Especulações à parte, os egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos (datados de 1000 a 3000 a.C.) o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações. Os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes usavam-nos em rituais; os nobres, em festas de todos os tipos; as outras classes eram financeiramente impossibilitadas de sua compra. O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e, junto com o azeite de oliva, foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto o interno quanto externo. Os primeiros enólogos foram egípcios.

A partir de 2500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e reinos asiáticos. Os responsáveis por essa propagação foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2 mil a.C., chegaram à Grécia. Cultivado ao longo da costa do mediterrâneo, o vinho seria cultural e economicamente vital para o desenvolvimento grego. No mundo mitológico, Dionísio, filho de Zeus e membro do 1o escalão do Olimpo, era o deus das belas artes, do teatro e do vinho. Com ênfase no vinho. A bebida tornou-se mais cultivada e cultuada do que jamais fora no Egito, sendo apreciada por todas as classes. A partir de 1000 a.C., os gregos começam a plantar videiras em outras regiões européias. A bebida embriagou a Itália, Sicília, seguindo à península Ibérica. Os gregos fundaram Marselha e comercializaram o vinho com os nativos, sendo este o primeiro contato entre a bebida e a futura França.

É interessante constatar que, para o gosto contemporâneo, o vinho daquela época era, no mínimo, grotesco. Homero o descreveu delicado e suave, mas apesar do romantismo e das tradições festivas que a bebida evocou na época, o vinho da Antiguidade “era ingerido com água do mar e reduzido a um xarope tão espesso e turvo que tinha que ser coado num pano e dissolvido em água quente”, afirma o historiador inglês e enólogo Hugh Johnson, autor do livro A História do Vinho (Companhia das Letras).

Depois da Grécia, o vinho foi parar em outra grande civilização. Fundada em 753 a.C., Roma era inicialmente uma vila de pastores e agricultores. A partir do século VI a.C., começou a se expandir e, já em 146 a.C, a península Itálica, o mediterrâneo e a Grécia estavam anexados ao seu território.

Os vinhedos eram cultivados em áreas interioranas e regiões conquistadas. Os romanos levavam o vinho quase como uma “demarcação de território”, uma forma de impor seus costumes e sua cultura nas áreas que conquistavam. Dessa forma, o vinho terminou virando a bebida dos legionários, dos gladiadores, das tabernas enfurnadas de bravos guerreiros. Junto com os romanos, os vinhedos chegaram à Grã-Bretanha, à Germânia e, por fim, à Gália ― que mais tarde viria se chamar França, o lar do vinho.

Diferentemente do que se leu nas histórias de Asterix, Roma não tardou em conquistar toda a região da Gália. Sob o comando do imperador Júlio César, enfrentaram os gauleses e, seguindo pelo vale do Rhône, chegaram até Bordeaux. A disseminação das videiras pelas outras províncias gaulesas foi imediata, e pode ser considerada um dos mais importantes fatos na história do vinho. Nos séculos seguintes, cidades como Borgonha e Tréveris surgiram como centros de exportação de vinhos, que inclusive eram superiores aos importados.

A predileção da época era pelo vinho doce. Os romanos colhiam as uvas o mais tardar possível, ou adotavam um antigo método, colhendo-as imaturas e deixando-as no sol para secar e concentrar o açúcar.

Diferente dos gregos, que armazenavam a bebida em ânforas, o processo romano de envelhecimento era moderno. O vinho era guardado em barris de madeira, o que aprimorava o sabor do vinho (o mesmo ainda é feito no cultivo das videiras ao sul da Itália e de Portugal). Ao lado do Império, o vinho atingiu o apogeu nos séculos I e II. Infelizmente, não foi algo muito duradouro.

Na mesma época, as hordas bárbaras que atacavam Roma aumentavam, e as guerras se tornaram incessantes, fazendo declinar o Império. Sua divisão em duas partes, a Ocidental (sede em Roma) e Oriental (sede em Constantinopla) piorou o controle da situação política e econômica, defasando vários setores. O vinho importado se tornou superior, diminuindo o lucro dos vinhedos romanos e tornando a vinicultura interna cara e fraca. As inúmeras baixas do exército e a constante perda de terras fizeram o Império Romano respirar com dificuldade. Em 476, após a queda do último imperador, o Império Romano Ocidental deu o último suspiro. Mas o vinho já não fazia parte de Roma. Era maior, assumira vida própria.

Sucedendo a queda romana, uma grande crise abateu a Europa. Províncias foram reduzidas a reinos de futuro impreciso que se relacionavam mal, causando grande instabilidade econômica. A produção do vinho sofreu um retrocesso. Já não envelhecia mais em barris de boa madeira, o que implica no aumento do tempo de oxidação da bebida. Como conseqüência, seu consumo tinha que ser imediato, perdendo a áurea de fineza dos vinhos antigos. A vinicultura somente voltaria a ser beneficiada com o surgimento de um grande poder religioso: a Igreja Católica.

Desde o século V, quando o imperador romano Constantino converteu-se ao cristianismo, a Igreja fortaleceu-se como instituição. Foi considerada a detentora da verdade e da sabedoria. O simbolismo do vinho na liturgia católica não poderia ter enfoque maior: era o sangue de Cristo. A Igreja começou a se estabelecer como proprietária de extensos vinhedos nos mosteiros das principais ordens religiosas da Europa. Os mosteiros eram recantos de paz, onde o vinho era produzido para o sacramento da eucaristia e para o próprio sustento dos monges. Importantes mosteiros franceses se localizavam em Borgonha e Champagne, regiões que foram e são “nascentes” de vinhos de qualidade. A bebida também se sobressaiu no setor médico: acreditava-se que vinho aromatizado possuía propriedades curativas contra diversas doenças. Com o aprimoramento das receitas, surgiram outros vinhos além do tinto, como os brancos, rosés e espumantes. Por volta do século XIII, as cruzadas católicas livraram o Mar Mediterrâneo do monopólio árabe, possibilitando a exportação do vinho pelas vias marítimas.

Já com a Revolução Industrial, no século XVIII, o vinho perdeu muito em qualidade, porque passou a ser fabricado com técnicas bem menos rústicas, para possibilitar sua produção em massa e venda barata. Embora as antigas tradições tentassem ser preservadas em regiões interioranas francesas, italianas e alemãs, a produção vinícola sofreu modificações irremediáveis para adaptar-se ao mundo industrializado.

O continente americano recebeu os vinhedos durante o período de colonização espanhola. Cristóvão Colombo trouxe uvas às Antilhas em 1493, e após a adaptação às nossas terras tropicais, as videiras foram exportadas para o México, os Estados Unidos e as colônias espanholas na América do Sul.

Martim Afonso de Souza trouxe ao Brasil as primeiras videiras em 1532. No mesmo ano, Brás Cubas cultivou as vinhas no litoral paulistano, seguindo com o cultivo às terras interioranas. No século XX, a vitivinicultura evoluiu muito, acompanhando os avanços da tecnologia e da genética. O cruzamento genético das cepas das uvas, a formação de leveduras transgênicas e a produção mecanizada elevaram substancialmente a qualidade e o sabor do vinho, feito sob medida para agradar qualquer paladar.
Portugal
 
Um dos vinhos portugueses mais célebres e de grande exportação é o Vinho do Porto.A introdução da produção vinícola em Portugal continua encoberta por questões ainda não resolvidas em termos de investigação. A primeira referência existente ao consumo de esta bebida fermentada no território em que hoje está localizado Portugal é de Estrabão, que em sua obra, Geographia, observa que os habitantes do Noroeste da Península Ibérica já consumiam vinho, embora de forma bárbara (Livro III). A primeira referência à produção vinícola em Portugal é de 989, provindo do Livro de Datas do Convento de Fiães, sendo a zona do Douro a mais antiga região demarcada no mundo.

Brasil
A história do vinho no Brasil inicia-se com o descobrimento, em 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral. Relatos indicam que as treze caravelas que partiram de Portugal carregavam 65 mil litros de vinho!

As primeiras videiras foram introduzidas no Brasil por Martin Afonso de Souza, em 1532, na capitania de São Vicente. As cultivares, que posteriormente se espalhariam por outras regiões do Brasil, eram da qualidade Vitis vinifera (ou seja, adequadas para a produção de vinho), oriundas de Portugal e da Espanha.

O fundador da cidade de Santos, Brás Cubas, foi o primeiro a tentar cultivar videiras de forma mais ordenada. No entanto, da mesma forma que a tentativa precedente, não obteve muito êxito. Em parte, o insucesso da produção de vinhos deu-se pelo protecionismo comercial exercido por Portugal, tendo a corte inclusive proibido o cultivo de uvas, em 1789!

No Rio Grande do Sul, as primeiras videiras foram introduzidas pelos padres jesuítas ainda em 1626, posto que necessitavam do vinho para os rituais da missa católica. A introdução de cultivares européias no Rio Grande se deu com a chegada dos imigrantes alemães, que obtiveram bons resultados.

As videiras americanas, especialmente das espécies Vitis labrusca e Vitis bourquina (variedades Isabel, Concord e outras) foram importadas em 1840 pelo comerciante Thomas Master, que as plantou na Ilha dos Marinheiros. Estas uvas serviam basicamente para o consumo in natura, na forma da fruta fresca ou passas, mas se adaptaram tão bem ao clima local que logo começaram a ser utilizadas para a produção de vinho.

A viniviticultura gaúcha teve um grande impulso a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que aportaram com videiras trazidas principalmente da região do Vêneto – e uma forte cultura de produção e consumo de vinhos. Apesar do sucesso inicial, as videiras finas não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram dizimadas por doenças fungícas. Porém, com a adoção da variedade Isabel, então cultivada pelos colonos alemães no Vale do Rio dos Sinos e no Vale do Caí, deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade duvidosa, espalhou-se para outras regiões do país, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Mas foi somente a partir da década de 90 que vinhos de maior qualidade passaram a ser produzidos, com crescente profissionalização e a adaptação de uvas finas (Vitis vinifera) ao clima peculiar da Serra Gaúcha. A região produz hoje vinhos de qualidade bastante satisfatória e crescente.

Outra região que está a crescer e a firmar-se como produtora de vinhos de qualidade é o Vale do São Francisco, situado nos estados de Pernambuco e Bahia. Como em todas as regiões, a viticultura é fundamental desempenhando aqui um factor primordial pois devido às características climáticas, esta região é a única do mundo a produzir vinhos de qualidade oriundos de duas colheitas por ano.

Destaca-se no Brasil a produção de espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável. Os espumantes brasileiros estão hoje entre os melhores do mundo, mas ainda carentes de distribuição mundial e reconhecimento.
Estados Unidos da América
Em 1976, um “julgamento” acontecido em Paris representou uma quebra de paradigma no mapa enólogo do globo terrestre. No “Julgamento de Paris”, uma degustação às cegas dos vinhos Norte Americanos, tintos e brancos californianos e dos famosos vinhos franceses resultou na vitória inusitada dos vinhos do Novo Mundo. O julgamento tornou-se um marco na história do vinho, e aconteceu no dia 24 de Maio de 1976. Em 2006, na mesma data, trinta anos depois, o mesmo evento foi repetido em Napa Valley e Londres, as cegas, e novamente mostrou que vinhos de boa qualidade também podem ser encontrados fora do Velho Mundo. Neste ano, em degustação idêntica e com participação dos mesmos 12 representantes americanos e 8 representantes franceses, os vinhos envelhecidos durante os 30 anos que passaram, dos Estados Unidos da América novamente levaram vantagens sobre Bordeaux e Borgonha.
Existem cinco tipos distintos de vinhos: os vinhos tintos, os brancos, os rosés, os espumantes, e os vinhos fortificados. Em Portugal existe um tipo de vinho específico, o vinho verde, que pode ser tinto ou branco, mas devido à sua acentuada acidez pode ser considerado como uma categoria à parte. Os vinhos tintos podem ser obtidos através das uvas tintas ou das tintureiras (aquelas em que a polpa também possui pigmentos). Os vinhos brancos podem ser obtidos através de uvas brancas ou de uvas tintas desde que as cascas dessas uvas não entrem em contato com o mosto e que essas não sejam tintureiras). Já os vinhos rosés podem ser feitos de duas maneiras: misturando-se o vinho tinto com o branco ou diminuindo o tempo de maceração (contato do mosto com as cascas) durante a vinificação do vinho tinto.

O espumante é um vinho que passa por uma segunda fermentação alcóolica, que pode ser na garrafa, chamado de método tradicional ou champenoise, ou em auto-claves (tanques isobarométricos) chamado charmat. Ambas as formas de vinificação fazem a fermentação em recipiente fechado incorporando assim CO2 ao liquido e dando origem às borbulhas ou pérlage.

Os vinhos fortificados são aqueles que a fermentação alcoólica é interrompida pela adição de aguardente (~70% vol). De acordo com o momento da interrupção, e da uva que está sendo utilizada, ficará mais ou menos doce. O grau alcoólico final dos vinhos fortificados fica entre 19-22% vol. Os mais famosos são o Vinho do Porto (Portugal), o Vinho da Madeira (Portugal), o Xerez (Espanha) e o Marsala (Sicília).

Não existe vinho feito a partir de outras frutas, como vinho de kiwi, vinho de amoras, etc. Vinho é o produto obtido única e exclusivamente a paritr do mosto de uvas fermentadas.

Por conta de obras cinematográficas de parca pesquisa histórica, a maioria das pessoas julga que o consumo do vinho era comum no Egipto e há quem diga que é de lá sua obscura origem. Entretanto o vinho era mercadoria importada pelo Egipto cuja bebida nacional era a cerveja, normalmente feita de restos de pães.
Vinhos Tintos
Amarone: Itália
Barbaresco: Itália
Bardolino: Itália
Barolo: Itália
Brancellao: Espanha
Brunello di Montalcino: Itália
Beaujolais: França
Bobal: Espanha
Bordeaux: França
Borgonha: França
Cabernet Sauvignon: França, Argentina, Austrália, Califórnia, Roménia, Moldova, Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Venezuela
Cannonau: Itália
Carmenere: Chile
Cencibel: Espanha
Chianti: Itália
Dimyat: Bulgária
Feteasca Neagra: Roménia
Feteasca Regala: Roménia
Garnacha, Grenache ou Cannonau: França, Espanha, América do Sul, Austrália e Califórnia.
Gumza: Bulgária
Kagor: Moldova
Mavrodafni: Grécia
Mavrud: Bulgária
Mazuela: Espanha
Malbec: Argentina, França
Melnik: Bulgária
Merlot: França, Califórnia, Argentina, Chile, Itália, Roménia, Moldova, África do Sul, Washington, Venezuela, Austrália
Mirodia Red: Moldova
Monastrell: Espanha
Nebbiolo: Itália
Nosiola:
Norton: Leste e cento-oeste dos Estados Unidos da América
Pamid: Bulgária
Petite Syrah: Califórnia
Pinot meunier:
Pinot Noir: França, Califórnia, Nova Zelândia, Argentina, Oregon, Roménia, Moldova, África do Sul, Austrália
Pinotage: África do Sul, Zimbábue, Nova Zelândia
Rioja: Espanha, Argentina
Sangiovese: Itália
Syrah/Shiraz: França (N.Rhône), Austrália, Califórnia, África do Sul, Venezuela
Tannat: Sudoeste da França, Uruguai
Tempranillo: Espanha, Venezuela, Argentina, Brasil
Timorasso:
Touriga Nacional: Portugal
Trollinger: Alemanha
Valpolicella: Itália
Zinfandel: Califórnia
Vinhos Espumantes Tintos

Syrah/Shiraz: Austrália
Cabernet Sauvignon: Austrália
Lambrusco: Itália
Vinhos Solera

Marsala: Itália
Moscatel: Portugal
Madeira: Madeira (Portugal)
Palomino (uva utilizada no xerez): Espanha
Pedro Ximénez: Espanha
Porto: Portugal
 [editar] Vinhos brancos
Airén: Espanha
Albillo: Espanha
Aleasa Dulce: Moldávia
Alvarinho: Portugal
Chardonnay: França, Califórnia, Alemanha, Austrália, Roménia, Moldova, Nova Zelândia, África do Sul, Estados Unidos
Chablis: França
Chenin Blanc: França, África do Sul, Venezuela
Doña Blanca: Espanha
Feteasca Alba: Roménia, Moldávia
Frascati: Itália
Gavi: Italia
Gewürztraminer: França (Alsácia), Roménia, Alemanha, Nova Zelândia, África do Sul, Austrália
Goldmuskateller:
Grasa de Cotnari: Roménia
Kerner:
Macabeo: Espanha
Malvasia: Itália
Meursault: França
Mirodia White: Moldova
Misket: Bulgária
Moscatel: Espanha, Venezuela
Müller-Thurgau: Alemanha, norte da Itália, Inglaterra
Muscat: Roménia, Moldova, Austrália, África do Sul
Orvieto: Itália
Retsina: Grécia
Pinot Gris/Pinot Grigio/Grauburgunder: França, Roménia, Itália, Alemanha, Oregon
Pedro Ximénez: Espanha
Pouilly-Fuissé: França
Riesling: França (Alsácia), Roménia, Alemanha, Nova Zelândia, Austrália, Idaho, Oregon
Sauvignon Blanc: França, Califórnia, Nova Zelândia, Roménia, Moldova, África do Sul, Venezuela, Austrália
Semillon: França, Austrália, África do Sul, Venezuela
Silvaner: Alemanha
Soave: Italia
Tamaioasa Romaneasca: Roménia
Tokaji: Hungria, Parte da Eslováquia
Torrontés: Espanha, Argentina
Traminer: Roménia, Moldova, Austrália
Verdelho: Austrália, Portugal
Vermentino: Itália
Verdicchio dei castelli di Jesi: Itália
Vinhos Brancos Espumantes

Champagne: França
Vin Spumos (Zarea):Roménia
Asti spumante: Itália
Franciacorta: Itália
Prosecco: Itália
Cava: Espanha
Txacolí: Espanha
Sekt: Alemanha
Vinhos Rosados

Rosé: Austrália, França, Portugal, Espanha, Estados Unidos, África do sul
Busuioaca de Bohotin: Roménia
 
Classificação dos vinhos
 
Um dos vinhos portugueses mais célebres e de grande exportação é o Vinho do Porto.Cada país e cada região produtora possui uma classificação própria. Veja algumas em DOCG.
No Brasil os vinhos são assim classificados:

Quanto à classe
de mesa: graduação alcoólica de 10° a 13° G.L., possui as seguintes subdivissões:
Finos ou Nobres: Vinhos produzidos somente de uvas viníferas.
Especiais: Vinhos mistos, produzidos de variedades viníferas e uvas híbridas ou americanas.
Comuns: Vinhos produzidos predominantemente com variedades híbridas ou americanas.
Frisantes ou Gaseificados: Vinhos com gaseificação mínima de meia atmosfera e máxima de duas atmosferas.
leve: graduação alcoólica de 7° a 9,9° G.L., elaborado sempre com uvas viníferas.
espumante: resultante unicamente de uma segunda fermentação alcoólica , possui alto nível de dióxido de carbono, resultando em borbulhas (graduação alcoólica de 10° a 13° G.L.).
champanha – variedade natural, mundialmente conhecida, originalmente produzida na região homônima na França.
licoroso: graduação alcoólica de 14° a 18° G.L. Adicionado, ou não, de álcool potável, caramelo, concentrado de mosto e sacarose.
composto ou fortificado: graduação alcoólica de 15° a 18° G.L., obtida pela adição ao vinho de plantas amargas ou aromáticas, substâncias de origem mineral ou animal.

Quanto à cor
tinto: produzido a partir de variedades de uvas tintas, com longo contato com a casca da fruta. A diferença de tonalidade depende de tipo de fruto, do tempo e do metodo de envelhecimento.
branco: produzido em sua maioria, a partir de uvas brancas. Quando produto de uvas tintas, a fermentação é feita com a ausência das cascas.
rosado, rosé ou clarete: com aparencia intermediaria pode ser produzido de duas formas:
de uvas tintas: com breve contato com as cascas que dão a pigmentação ao vinho, que após são separadas.
por corte: obtém-se pela mistura, de um vinho branco com um vinho tinto.

Quanto ao teor de açúcar
nature
extra-brut
brut
seco, sec ou dry: até 5 gramas de açúcar/litro;
meio doce, meio seco ou demi-sec: de 5 gramas a 20 gramas de açúcar/litro;
suave: mais de 20 gramas de açúcar/litro.
doce
vinho de kiwi

Quanto à Variedade da Uva
Lista
Maiores produtores
Em 2002, os maiores produtores mundiais de vinho eram: França, Itália, Espanha, Estados Unidos da América, Austrália, Argentina, China, Alemanha, África do Sul, Portugal, Chile, Grécia, Roménia e Hungria, este quadro permaneceu em 2003, ano em que os líderes em volume de exportação por market share, ou quota de mercado mundial eram: França (22%), Itália (20%), Espanha (17%), Austrália (8%), Chile (6%), EUA (5%), Portugal (4%) e Alemanha (4%).

Já em 2005, as 13 maiores nações exportadoras de vinho eram: Italia, França, Espanha, Australia, Chile, os Estados Unidos da América, Alemanha, Africa do Sul, Portugal, Moldova, Hungria, Croácia e Argentina, como mostra a tabela abaixo.

Producão de vinho por país em 2005

1  França 5.329.449
2  Itália 5.056.648
3  Espanha 3.934.140
4  Estados Unidos 2.232.000
5  Argentina 1.564.000
6  China 1.300.000
7  Austrália 1.274.000
8  África do Sul 1.157.895
9  Alemanha 1.014.700
10  Chile 788.551
11  Portugal 576.500
12  Romênia 575.000
13  Rússia 512.000
14  Hungria 485.000
15  Grécia 437.178
16  Brasil 320.000
17  Áustria 258.000
18  Ucrânia 240.000
19  Moldávia (Moldova) 230.000
20  Croácia 180.000
Vinicultura e o aquecimento global
Com o provável aquecimento global, as principais zonas vinícolas poderão ser geograficamente deslocadas para latitudes mais extremas, ou se verem obrigadas a mudar o perfil de suas cepas.

Com aumentos de temperatura médio, previsto entre 1º a 4ºC, no período de crescimento das videiras, com extremos de chuva, enchentes e picos de calor, a produção de uva será influenciada e as faixas do globo favoráveis à vinicultura serão deslocadas aos pólos.

Áreas tradicionais da produção de uva e vinho, impotentes em relação as mudanças climáticas, deveram alterar as variedades de uva cultivadas e aumentar a utilização de tecnologias como a irrigação e antecipar a colheita, o que não evitará produção de vinhos sem a tipicidade habitual.
Curiosidades
 
Dionísio1 – As melhores vinhas, plantações de uva, para a produção de vinhos de qualidade crescem quase exclusivamente nas latitudes entre os 30º e 40ºN e entre os 30/40º Sul. As vinhas mais a Sul pertencem à Nova Zelândia, perto do paralelo 45. Isso porque nessas regiões as condições climáticas oferecem a quantidade perfeita de sol e chuva permitindo um bom amadurecimento da uva com os teores ideais de água e açúcar. Esse equilibrio somado à qualidade da vinha e do solo (terroir) é que torna o vinho melhor que em outros lugares do mundo.

2 – Na mitologia grega, Dionísio é conhecido como o deus do vinho, filho de Zeus e da princesa Semele, é o unico deus filho de uma mortal. Zeus, depois de conceder um pedido irracional a Sêmele, o qual levou-a à morte, entrega Dionísio às ninfas, que cuidam dele durante a infância. Ao se tornar homem, Dionísio se apaixona pela cultura da uva e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém a inveja de Hera leva Dionísio a ficar louco, e vagar por várias partes da Terra. Quando passa por Frígia, a deusa Réia o cura e o instrui em seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da uva. Quis introduzir seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição de alguns príncipes receosos do alvoroço causado por ele.

Por causa desta sua paixão pela cultura da uva, Dionísio após sua morte, passou a ser cultuado pelos gregos como sendo o deus do vinho!

3 – Os vinhos de péssima qualidade são designados por “zurrapa”

4 – Há uma lenda interessante envolvendo os vinhos Chianti: Em meados do século XVII, as disputas políticas envolvendo as cidades de Siena e Firenze (Florença) quanto à extensão territorial de cada uma alcançaram também a denominação dos vinhos Chianti. A fim de resolver essa questão, foi proposta a realização de uma prova para a delimitação das fronteiras. A prova, uma corrida, envolveria um cavaleiro de cada cidade que deveria sair em direção à outra assim que o galo cantasse na alvorada. A fronteira seria o ponto onde eles se encontrassem. Acertado isso, o povo de Siena elegeu um galo bonito, jovem, bem nutrido para cantar na alvorada enquanto que o povo de Firenze escolheu um galo negro, magro e mal alimentado. É claro que o galo de Firenze acordou mais cedo, pois tinha fome, e cantou antes do galo de Siena fazendo com o que o cavaleiro de Firenze tivesse boa vantagem. Essa vantagem fez com que os cavaleiros se encontrassem já bem perto de Siena e, como consequencia, a cidade de Firenze conquistou um território maior que a vizinha. Dizem que essa disputa também levou para Firenze a exclusividade do nome Chianti que é representada nas garrafas por um galo negro.

ENOLOGIA:
Enologia é a ciência que estuda todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento, venda, etc. Existem pouquíssimas faculdades de Enologia, estando as principais na França e Italia. Em Portugal também há algumas escolas para apoiar a excelente produção de vinho deste país. Assim, o enólogo é o profissional graduado que cuida de todo o processo de vinificação (processo em que a uva se transforma em vinho), e é também o responsável por decidir quando o produto será vendido. A Enologia é uma ciência moderna que reúne o conhecimento científico relativos a diversas áreas para se estudar os fenômenos relativos ao vinho. As disciplinas de base para a formação do enólogo incluem a entomologia, fisiologia, matemática, estatística, geologia, botânica, microbiologia, física, marketing, economia, climatologia, química, etc. Além das disciplinas voltadas para a prática da enologia como a vinificação, viticultura, marketing de vinhos, operações unitárias relacionadas a elaboração do vinhos, controle de qualidade e análise sensorial.

Existem pouquíssimas Faculdades de Enologia na América do Sul. Segundo alguns, a melhor delas localiza-se em Mendoza, Argentina. No Brasil, existem somente duas, sendo uma em Bento Gonçalves-RS e a outra em Petrolina-PE, ambas oferecidas no Centro Federal de Educação Tecnológica-CEFET.

Não confundir com viticultura, que estuda somente o cultivo da uva para o vinho e vinicultura, que concentra os aspectos culturais em torno do vinho.
Enólogo
O enólogo é um profissional com características definidas, dentro do perfil ocupacional da indústria, voltado acentuadamente para as tarefas de coordenação, supervisão e execução.Sendo este o responsavel pela produçao e por todos os aspectos relacionados com o produto final, o vinho. Muitos vezes, o enologo exerce tambem funçoes de vendedor e assume a parte de marketing relacionado com o produto que concebe. Por vezes existe o falso conceito de que o enólogo não pode beber confundindo assim as suas funções com as do Escanção.
SOMMELIER:

Sommelier é um profissional especializado conhecedor de vinhos e todos os assuntos relacionados ao serviço deste. Adicionalmente, cuida da compra, armazenamento e rotação de adegas e elabora cartas de vinho em restaurantes.
Observaçao: Um dos vinhos mais mais bem conceituado e de grande exportação é o Vinho portugues (do Porto).
 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog Stats

  • 49,398 hits

Achar Produtos Brasileiros no Exterior

Link pra Achar Produtos Brasileiros no Exterior

mais acessados

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 16 outros seguidores

setembro 2007
S T Q Q S S D
« ago   jun »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Flickr

Mais fotos
%d blogueiros gostam disto: