BRASILEIROS NO EXTERIOR

‘Jean Charles’ tem pre-estréia no Brasil

Posted on: julho 23, 2009

Filme sobre ‘Jean Charles’ tem pre-estréia no Brasil                        15 de junho, 2009

Selton Mello e Vanessa Giácomo em 'Jean Charles' ‘Jean Charles’ tem pre-estréia no Brasil Com Selton Mello no papel principal, o longa-metragem ‘Jean Charles’, dirigido pelo brasileiro Henrique Goldman, tem pré-estréia nesta terça-feira no Brasil.

VER TRECHOS DO FILME

O filme conta a história de Jean Charles de Menezes, o eletricista mineiro morto com sete tiros na cabeça pela polícia britânica em 2005, na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.

Mas, segundo Goldman, a tragédia é apenas uma parte da trama. O principal objetivo do filme é contar a história da vida de Jean e de seus primos em Londres: “Apesar de estar tratando de uma tragédia, é um filme alegre. É um filme sobre a vida, não sobre a morte”.

“A intenção com o filme é tentar mostrar o cara que ninguém conheceu. Em toda a cobertura da imprensa, em todo lugar onde o caso ficou famoso, Jean Charles ficou famoso só por aqueles poucos minutos em que entrou no trem e foi baleado. Mas muito pouco se soube sobre quem ele era”, explica Marcelo Starobinas, roteirista do filme.

“Nós optamos por fazer com que o público conhecesse esse personagem, se envolvesse com a vida dele, e a partir desse envolvimento emotivo, compartilhar essa nossa indignação com que aconteceu com ele,” adiciona Goldman.

Como milhares de brasileiros que emigram para a Europa e Estados Unidos em busca de melhores condições econômicas, Jean Charles veio para Londres em 2002. Ele foi confundido pela polícia com um dos extremistas islâmicos que teriam planejado um ataque frustrado ao sistema de transporte da capital britânica no dia 21 de julho de 2005. No dia seguinte o brasileiro foi seguido ao sair do apartamento em que morava e, ao entrar no metrô, foi morto por um grupo especial da polícia londrina.

Marcelo Starobinas explica que o filme também celebra a luta do imigrante em um país estrangeiro.

“Jean Charles é um cara que vive essa história do imigrante brasileiro de uma maneira muito icônica, de uma forma muito representativa da média dos brasileiros que estão vivendo no exterior,” diz o roteirista.

O filme é uma mixtura de ficção e fatos reais, segundo os criadores.

“É quase como se, para contar a realidade de um jeito mais profundo, a gente tem que inventar um pouco. Isso nós fizemos despudoradamente,” diz Goldman.

Além de atores experientes como Selton Mello e Vanessa Giácomo, o elenco também é formado por não-atores, incluindo pessoas que conviveram com Jean Charles, como a prima Patricia Armani, que interpreta o seu próprio papel.

“Nunca tinha me passado pela cabeca participar de um filme. Teve aquele lado triste também de ter que relembrar as coisas para poder fazer as cenas. Eu cheguei a ter até uma certa depressão durante as filmagens. Mas foi muito legal, foi uma experiência muito gratificante mesmo,” diz Patricia.

Segundo os produtores, os familiares de Jean terão uma participação na renda do filme.

“Nós tivemos um trabalho sempre junto com a família. Nós lemos o roteiro para os primos várias vezes, nós fomos a Gonzaga, lemos o roteiro para o irmão do Jean Charles, explicamos a história para os pais do Jean, aceitamos sugestões, mudamos muitas coisas no filme que desagradavam a família.,” diz Starobinas.

Jean Charles será lançado em circuito nacional no Brasil no dia 26 de junho, mas ainda não tem data de estréia na Grã-Bretanha.

Peça recria últimos momentos de Jean Charles em palco londrino

Danny Shaw

Cena da peça 'Stockwell' Produção britânica recria últimos 33 minutos na vida de Jean Charles

Estréia nesta terça-feira, em Londres, a peça teatral Stockwell, um relato clínico dos eventos ocorridos no dia 22 de julho de 2005, quando uma combinação de erros operacionais e de julgamento pela polícia levaram à morte do brasileiro Jean Charles de Menezes.

A peça, escrita por Kieron Barry, foi baseada em transcrições do inquérito sobre a morte de Jean Charles realizado no ano passado.

“O que estamos realmente tentando fazer é recriar, momento a momento, o que aconteceu naquele dia – nos 33 minutos desde o instante em que ele saiu de casa até ser morto”, disse à BBC a diretora, Sophie Lifshutz.

Ela afirma que tentou adotar uma “abordagem reflexiva, balanceada e comedida”, e quer que a plateia chegue a suas próprias conclusões sobre o que aconteceu.

“Estamos tentando passar uma ideia do caos e do medo, assim como das decisões que foram tomadas”.

Brian Paddick, ex-subcomissário da Polícia Metropolitana de Londres, presente ao inquérito, assistiu a ensaios da peça e disse que ela é “razoavelmente equilibrada”.

“Ela tenta mostrar todos os lados do argumento, tenta fazer com que as pessoas entendam a confusão que havia. Ela tenta mostrar a pressão que existia sobre os policiais”, disse Paddick.

Os fatos

É uma peça para os que têm estômago.

A polícia londrina estava na caça de quatro homens que, no dia anterior, tinham tentado colocar bombas em trens do metrô e em um ônibus – replicando os atentados ocorridos no dia 7 de julho daquele ano.

As bombas tinham falhado, mas a polícia temia que os homens tivessem mais explosivos e pudessem tentar novamente. Ou que tentassem fazer ataques suicidas.

Os policiais seguiram um homem que eles acreditavam ser Hussain Osman – um dos envolvidos no atentado fracassado – até um trem do metrô na estação de Stockwell, no sul de Londres.

O policial atirou nove vezes. A vítima morreu instantaneamente.

Mais tarde, revelou-se que o homem não era Osman e não tinha conexões com o terrorismo.

Ele era Jean Charles de Menezes, um eletricista brasileiro de 27 anos que morava no mesmo prédio que Osman e se parecia vagamente com ele.

Julgamento

Em dezembro passado, o júri no mais recente inquérito sobre a morte de Menezes rejeitou um veredito de homicídio justificado, optando por um resultado “inconclusivo”.

Ainda assim, Sophie Lifschutz disse que suspendeu seu próprio julgamento e espera que a peça fale por si.

“É importante mostrar algum comedimento e leveza no toque, para que a história possa emergir e para que as palavras possam ressoar”, ela disse.

“Quero que a audiência seja confrontada e atraída. E quero que as pessoas sejam capazes de conhecer os fatos e tirar suas próprias conclusões”.

A peça Stockwell está em cartaz no Landor Theatre, no sudoeste de Londres, até o dia 8 de agosto.

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